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Fumantes
Passivos
As pessoas que
vivem expostas à poluição ambiental, seja nos locais
de trabalho, nos domicílios ou em outros locais, inalam substâncias
tóxicas do fumo, o que é comprovado por apresentarem
quantidades variáveis, conforme os casos, de nicotina (substância
resultante de sua decomposição),
na urina, no sangue e na saliva. O mesmo sucede com outras substâncias
tóxicas do fumo. São chamados
fumantes passivos.
Os malefícios
à saúde dos fumantes passivos variam de acordo com o
tempo e a intensidade de exposição à poluição
tabágica ambiental e de acordo com a idade.
Crianças
de baixa idade cujos pais (especialmente a mãe) são fumantes,
com muita freqüência, apresentam o chamado "chiado do peito"
e têm risco de vir a sofrer de bronquiolite,
bronquite, pneumonia, otite, sinusite e amigdalite.
Crianças em idade escolar têm com mais freqüência
tosse, expectoração e surtos agudos de bronquite. Adultos
expostos à poluição tabágica ambiental no domicílio
ou no local de trabalho, durante 10 anos ou mais, têm valores funcionais
respiratórios abaixo dos padrões normais, maior risco de
contrair infarto do coração e câncer do pulmão,
em confronto com os não expostos. Nos que são fumantes passivos,
desde a infância até a idade adulta, esses riscos são
aumentados significadamente.
Não há
dados sobre o montante de fumantes passivos no mundo. Sabendo-se que os
tabagistas são em torno de 1 bilhão e 100 milhões,
o número de fumantes passivos deve ser pelo menos o
dobro. Nos estudos de vários países, o percentual de crianças
fumantes passivas oscila entre 50% e 70%. No Brasil, inquérito
realizado pelo Programa Nacional de Combate
ao Fumo, em 72 mil crianças de 21 estados, apurou que 49,5% tinham
em média 1,7% fumante
em seus lares. Extrapolando-se esses dados para a população
brasileira menor de 10 anos, não seria
exagero dizer que devem existir cerca de 16 milhões
de crianças fumantes passivas.
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