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Alguns
Esclarecimentos
Veja aqui alguns
esclarecimentos sobre o Tabagismo e sua correlação no nosso
dia-a dia.
1- A
tendência da pessoa que para de fumar é engordar? Caso positivo
como poderíamos contornar este problema?
- Sim, a maioria
das pessoas que param de fumar engordam moderadamente. Este ganho de peso
tende a persistir por mais ou menos
seis meses, quando o individuo costuma retornar ao seu peso anterior. Grandes
ganhos de peso, no período
imediatamente após a cessação do tabagismo, devem
merecer uma atenção psicológica diferenciada.
O ganho de peso
se deve á desintoxicação do aparelho metabólico
do indivíduo, que passa a aproveitar mais plenamente
o alimento que recebe. Vale ressaltar que o aumento ocorre mesmo que a
pessoa não aumente o sua ingestão, mantendo o mesmo número
de calorias em sua dieta.
Como foi dito,
o ganho de peso se deve ao melhor aproveitamento do que é oferecido
ao organismo. A situação é semelhante
a de um motor de automóvel que, quando sujo ou mal regulado,
consome muita gasolina por quilômetro andado. No momento em que o
motor é limpo e regulado, o mesmo número
de litros de gasolina permite andar um numero muito maior de quilômetros. O ganho de peso
ao parar de fumar deve merecer uma atenção especial, pois
constitui um argumento que, freqüentemente,
faz com que mulheres desistam da tentativa de cessar o tabagismo. É importante
esclarecer que o fenômeno é transitório e, mais do que isso
significa um grande ganho na qualidade metabólica
do organismo da pessoa.
Para minimizar
este efeito, dois conselhos são de maior valia:
I ) - Alertar
o indivíduo para que não aumente a sua ingestão
calórica;
II) - Estimular
a prática de exercício físico (uma caminhada de meia
hora, quatro dias por semana, permite neutralizar o ingestão de
1.500 calorias). O exercício, além de reduzir o efeito
engorde, tem o mérito de condicionar psiquicamente o indivíduo
de maneira favorável, fazendo com que a abstenção
do fumo seja por ele menos sentida.
2 - Se,
no ambiente de trabalho, há uma pessoa que fuma e várias
pessoas ao redor que não fumam, ou seja, fumantes passivos, poderíamos
proibir esta pessoa de fumar? Estaríamos infringindo alguma lei?
Esta pessoa poderia entrar com um processo de discriminação?
- Sim é
perfeitamente legítimo e legal pedir a uma pessoa que esteja fumando
em ambiente fechado, desde que se trate de um lugar público,
para que não fume, havendo outras pessoas
não fumantes no mesmo ambiente. Há várias leis federais,
estaduais e municipais que apóiam esta conduta.
Em ambientes privados, particulares, não há a compulsão
legal, mas é perfeitamente válido expor ao fumante os riscos
que esta criando e solicitar-lhe que não fume. O fumante não
pode alegar discriminação nesta situação.
- Vale considerar
que o tabagismo é o único vício coletivo entretido
por nossa sociedade. Quando o indivíduo bebe, ele bebe;
quando o indivíduo se injeta cocaína, ele se injeta; mas
quando o individuo fuma tabaco, ele dissemina
a fumaça no ambiente fazendo com que os que nele se encontrem
fumem também.
- Entra em causa
aqui a definição mais aceita de liberdade, ou seja, aquele
direito que termina onde começa o direito dos outros.
O fumante não pode alegar que estão intervindo num assunto
pessoal seu, uma vez que os efeitos por ele produzidos
estão perturbando os direitos pessoais dos
seus circundantes.
- Complementarmente,
e útil informar que há boa documentação
mostrando que, em ambiente fechado, a pessoa não fumante, se acompanhada
de uma outra fumando, fumara o equivalente
a um terço dos cigarros fumados pela pessoa fumante. Trabalhando
numa sala com um companheiro que
fuma, se o companheiro firmar 30 cigarros num dia, o não fumante
pode concluir que terá fumado, naquele dia,
o equivalente a 10 cigarros. Esta relação e uma media e varia
com o tamanho da sala considerada e com o numero de pessoas
que haja dentro dela.
3 - Existe
alguma obrigatoriedade por parte da empresa em separar fumantes e não-fumantes?
O espaço para fumar, fumódromo, é obrigatório?
- Uma vez solicitada,
a empresa deve assegurar ao funcionário não fumante o direito
de não ter que trabalhar junto a outros funcionários
fumantes. Isto vale para qualquer pessoa não fumante, mas
muito especialmente, para mulheres que fazem uso
de pílula anticoncepcional hormonal ou que se encontram em estado
de gestação. Como se sabe, os riscos do
fumo passivo, nestas situações, são várias
vezes maior que o risco normal, que já não é pequeno.
Não há
obrigatoriedade da firma criar fumódromos, embora os mesmos sejam
desejáveis (a legislação local a este respeito
deve ser consultada). A organização de um fumódromo,
quando decidida pela empresa, deve obedecer
a certos critérios mínimos. O fumódromo certamente
não deve ser representado pelos banheiros da
empresa, como foi habito corrente logo que a campanha antitabágica
assumiu maior proporção.
Os banheiros
são ambientes fechados, igualmente freqüentados
por não fumantes, e acabam se constituindo em verdadeiras
câmaras de gás, o que esta longe do objetivo buscado.
O fumódromo deve ser um local amplamente ventilado, de preferência
ao ar livre, ainda que protegido
das intempéries. A ampla ventilação e importante para
reduzir o efeito tóxico que o cigarro tem sobre o próprio
fumante. Um conselho válido para todo o fumante que
não consiga parar de firmar, e que pelo menos, fume
ao ar livre.
A intoxicação
por cigarro ao ar livre é bem menor. Em ambiente fechado,
o fumante inala diretamente a fumaça do tabaco durante as tragadas
e continua a respirar esta fumaça, presente no ar que o circunda,
nos intervalos das tragadas. Em
outros termos, ele nunca respira ar puro. Ao ar livre, a fumaça
se restringe aos períodos de tragada.
4 - Um
fumante passivo pode entrar com um processo judicial contra um fumante
ativo desde que comprove que o fumante ativo prejudicou a saúde
do fumante passivo? Já houve algum caso parecido? Como se encerrou
o caso?
- Este direito
certamente assiste ao não fumante que se sentiu prejudicado pelo
fumo passivo a que foi exposto. Não há,
no entanto, ao que eu saiba, jurisprudência formada a respeito.
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