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Shiatsu, Bioenergética, Doin e Massagem

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O Poder do Toque

De acordo com a milenar sabedoria oriental, existe no organismo uma energia vital (ki), que, dividida em forças opostas e complementares (yin/yang), deve estar sempre em perfeito equilíbrio. Quando o indivíduo é saudável, a energia flui livremente pelos canais – meridianos – que se espalham em todo o corpo e estão interligados com órgãos e vísceras. Se ocorre o funcionamento anormal dos órgãos internos ou algum estímulo externo, isso provocará uma estagnação de energia ao longo do meridiano, o que eventualmente resultará em fatores patogênicos que atingirão muitas vezes uma região ligada ao canal, sem necessariamente comprometer diretamente o órgão.

Para manter a harmonia, existe um segredo: o shiatsu (shi = dedo; atsu = pressão). Administrado com os polegares e as palmas das mãos, o shiatsu consiste na pressão, ou melhor, no choque por descompressão em todo o corpo (meridiano), seguindo sempre o fluxo energético, visando a estimulação ou sedação dos pontos não só para correção das disfunções orgânicas como também para proporcionar uma sensação de bem-estar físico e mental, buscando, assim, uma homeostase energética.

O shiatsu é de um especial valor como recurso terapêutico devido exatamente ao fato de não provocar efeitos colaterais ou nocivos, mas, claro, desde que aplicado corretamente por um profissional especializado, que saiba usar a sensibilidade, o bom senso e a inteligência. Às vezes, a resposta do trabalho do profissional depende também da confiança do paciente. Para ter uma resposta positiva do tratamento, o paciente tem que confiar. Afinal, a doença não é castigo, não é punição por mau comportamento, é uma conseqüência natural dos procedimentos (tipos de dieta, exercícios físicos, trabalho, respiração), dos fatores externos (clima, meio ambiente, cultura) e hereditários que caracterizam a vida.

As técnicas da medicina oriental consistem na educação prática através da autoconscientização, da autocura, da auto-educação, da autorealização por meio da teoria e, principalmente, da prática de seus conhecimentos. Todavia, não é necessário que se esteja mal para curtir uma sessão de shiatsu. Se o indivíduo está se sentindo bem, vai terminar a sessão sentindo-se melhor ainda. Afinal, o objetivo do shiatsu é também fortalecer a energia de defesa, criando, assim, uma barreira natural capaz de evitar que energias externas penetrem no organismo. Mas, lembre-se, a prevenção é a melhor opção.

O shiatsu, na verdade, só é mistificado ou contestado por aqueles que não o conhecem. Quem o experimenta compreende a sua essência. Sendo assim, é importante desenvolver o conhecimento a partir da própria vivência. É sentindo o fluxo de energia no próprio corpo e depois nas pessoas que se passa a compreender o poder do shiatsu: nossas mãos tornam-se especiais, porque quando tocamos não estamos apenas conscientes da matéria, mas também da energia.

Marco Antonio Gomes
Fonte: Jornal Madhava
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