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Como
se Defender dos Ataques Energéticos
Se pudéssemos
viver em condições de isolamento ideal, contemplativo, convivendo
apenas com a natureza, com as pessoas que gostamos e confiamos seria, de
fato, muito fácil manter nossa integridade holochacral ou energética
(holochacra = corpo energético = conjunto de todos os
chacras).
Imagine a vida tranqüila no campo, deixando a Mãe Natureza
cuidar de tudo. Da mesma forma como ela cuida do verde e dos animais, por
que não haveria de cuidar também do homem, seu filho mais
ilustre? E as energias? Como são boas as energias da natureza, terapêuticas,
revitalizadoras!
Talvez seja por
este motivo que determinadas seitas místicas e ordens religiosas
preferiram se isolar de tudo e de todos, trancando-se em comunidades fechadas,
conventos e monastérios, separadas do resto do mundo no topo
de alguma montanha inacessível. Em alguns casos, os praticantes
desse tipo de isolamento nem mesmo se encontram uns com os outros, vivendo
na clausura, tamanho é o medo de haver qualquer interação
energética entre eles, mesmo que positiva. A desculpa é
a busca de uma santidade, de uma separação maior. Esperam
eles estar caminhando ao encontro da luz interior, de uma aproximação
com o Todo Poderoso, ou seja, da evolução espiritual.
Entretanto, esses
tipos de pessoas fogem de um inter-relacionamento pessoal maior, fundamental
para qualquer ser humano enquanto animal social. Esquecem-se que a riqueza
de situações oferecidas pelo dia-a-dia numa megalópole
– onde há um forçoso encontro com um grande número
de pessoas dotadas de todos os tipos de personalidade possíveis
e imagináveis, com milhares de qualidades conscienciais e seus correspondentes
defeitos – agiliza em muito o processo evolutivo da consciência.
É aí que surgem os conflitos de interesse: as pessoas são
forçadas a aprender a conviver com a diversidade consciencial característica
da espécie humana, com todos os seus defeitos, qualidades, lados
positivos e negativos, e a tirar o melhor proveito evolutivo de cada situação
adversa, mantendo sua integridade física, psíquica e energética.
É muito
mais fácil evoluir no contrafluxo, encarando as dificuldades de frente e aprendendo
a se defender energeticamente dos mais variados encontros com as mais diversas
pessoas. O processo se desenvolve à semelhança
do funcionamento do nosso sistema imunológico: quanto maior for
o contato que tivermos com as mais diferentes bactérias, mais fortes
serão as nossas defesas orgânicas. Quem evolui mais rápido: o monge que vive
isolado numa vida contemplativa, previsível, rotineira, sem maiores
desafios dentro de um monastério, ou o homem autoconsciente que
enfrenta as imprevisíveis situações físicas e energéticas,
em casa, no trabalho, no shopping, no ônibus, esforçando-se
para manter sua integridade física, mental, moral, psicológica
e energética? Qual deles possui mais desenvoltura para resolver
os problemas do dia-a-dia?
O que se deve
ter em vista é que dificilmente conseguimos manter o nosso status
quo energético nos encontros interconscienciais. Tem sempre alguém
recebendo (consciente ou não) e alguém doando (consciente
ou não) energias conscienciais (nosso cartão de visita). A tendência
é sempre pelo equilíbrio; quem tem mais doa, quem tem menos
recebe. Quando o indivíduo adquire lucidez para o processo energético,
passa a estudar e praticar determinadas técnicas que lhe permitirão
um maior controle do procedimento, evitando, assim, a inoportuna
perda de energias pessoais, bem como a entrada de outras energias que ele
venha a considerar como nocivas para si próprio.
Envolvendo o nosso
corpo energético, temos a aura, que é um invólucro
vaporoso e luminoso; uma forma ovóide de energia que se contrai
ou dilata conforme as circunstâncias e emoções. As
auras humanas interagem umas com as outras, tanto do ponto de vista positivo
quanto negativo, criando atrações, repulsões, acoplamentos,
fazendo com que as pessoas atuem na condição de receptoras
ou doadoras de energias pessoais. A aura tem mais ou menos dois metros
de diâmetro, distância a partir da qual
começam as interações energéticas. Isto não
quer dizer que você agora passe a andar com um bastão, evitando
que as pessoas se aproximem muito.
Como seria dentro
do ônibus? Na escola? No ambiente de trabalho? No teatro? No
cinema? No estádio de futebol? No comício político? Em qualquer lugar
onde há um obrigatório ajuntamento de pessoas? O que ocorre
nesses casos é o que chamamos de acoplamento áurico, que
pode ser fisiológico - quando se dá entre pessoas amigas,
casal apaixonado, galinha-pintinhos, gêmeos univitelinos, gestante-feto,
cavalo-cavaleiro, mãe-filho, médico-paciente, professor-aluno,
vendedor-freguês, psicólogo-paciente - ou patológico
- quando ocorre entre grupos de enfermos; histerias grupais, coletivas;
multidão em linchamento/quebra-quebra; pessoas amotinadas (navio,
comícios); dupla assediado-assediador. O acoplamento também
pode ocorrer através
de uma consciência extrafísica (positiva ou não) que se aproxime
da aura da pessoa.
Isto acontece
em virtude da afinização de pensamentos, sentimentos, energias.
Um exemplo de caso negativo, é o assediador extrafísico alcoólatra
ou fumante inveterado, que provavelmente morreu de câncer ou cirrose
hepática, que acopla pela primeira vez em determinada pessoa ainda
viva, porém viciada em álcool e tabagista, quando esta toma
uma dose daquela cachaça purinha ou acende um cigarro ou baseado.
Depois, passa a acoplar no infeliz sempre que estiver com vontade de sentir o gostinho
da cachaça ou o sabor do alcatrão, ou ainda a lombra da maconha,
induzindo-o a beber e fumar mais. Isto significa um círculo
vicioso, assediado-assediador, cada um em sua própria dimensão.
Um exemplo de caso positivo, é o terapeuta acupunturista que recebe, consciente
ou não, o acoplamento de uma consciência extrafísica
com larga experiência em medicina oriental sempre que trata determinado
paciente.
Quando o acoplamento
ocorre em número superior a três pessoas, tende a ser negativo,
pois o homem perde a sua individualidade, a capacidade
de raciocinar, a escolha moral, em virtude da intoxicação
energética do grupo, tornando-o sujeito a crises, ataques súbitos e violentos de
ira, entusiasmo, violência, pânico. Embriagado sem ter tomado
qualquer bebida alcoólica.
Existem também
os vampiros energéticos. Pessoas portadoras de uma patologia do
corpo energético que impede a retenção de energias
conscienciais, de forma que estão sempre carentes, sempre necessitando
absorver mais. São verdadeiros buracos negros energéticos.
Certamente, todos já tivemos oportunidade de entrar em contato com
pessoas assim. É o conhecido desmancha-rodas, aquele sujeito que
quando se aproxima todos se afastam numa reação defensiva
instintiva, ou então aquele outro que quando começa a falar
dá sono nos ouvintes à proporção que ele fica
cada vez mais ativo e alerta. Ele nunca passa despercebido. Todos sabem
quem são os vampiros energéticos nos círculos que
freqüentam, até mesmo os animais se afastam. Não
existe heterocura para o vampirismo energético. É necessário
que a pessoa se autoconscientize de sua condição para, a partir daí,
buscar a autocura através da satisfação de suas carências
afetivas e sexuais, compensando seus chacras e reequilibrando
o corpo energético.
Técnicas
Bioenergéticas
Para mantermos
a integridade energética independente da situação em que nos encontramos,
é necessário a utilização de quatro manobras
básicas, mas não necessariamente nesta ordem:
- Absorção
de Energias:
É o ato
através do qual a pessoa absorve pela força da vontade energias
imanentes (cósmica), energias da natureza (florestas, rios, oceanos,
árvores, pedras, montanhas, flores ), energias de outras pessoas
e energias telúricas (do planeta Terra). Essa absorção
é feita através dos chacras que compõem o corpo energético.
Outra forma de
absorver energias é através da respiração -
prana -, e a este respeito
os yogues possuem técnicas avançadíssimas que valem
a pena ser estudadas. Também temos a absorção através
da alimentação.
Todos os alimentos possuem energia, uns mais densos, outros menos. O pesquisador
deve procurar se alimentar de acordo com as necessidades
e o consumo energético do seu corpo. Para um grande
número de pessoas, o consumo de carne vermelha é essencial
para reabastecer o corpo com as energias mais densas do animal, já
outros não sentem tanta falta assim, dando-se por satisfeitos com
uma dieta alternativa. Podemos absorver energias telúricas através
do simples ato de caminhar descalços sobre a superfície
(solo) do planeta; neste caso, o que funciona são os chacras plantares
(situados na sola de cada pé).
Todas as noites,
depois que dormimos, nosso corpo astral afasta-se do físico
e absorve energias cósmicas através dos chacras, principalmente
pelo esplênico chacra, sendo esta a quinta forma de absorção
de energias depois da alimentação, da respiração, da absorção
de energias por vontade própria e do sono natural. O sono permite
duas formas de absorção de energias: uma menor, quando o corpo astral
se desloca, porém continua muito perto do físico; e outra
maior, quando ocorre grande distanciamento entre esses dois veículos
de manifestação do ego, numa experiência fora do corpo (EFC).
A reposição
de energias é responsável em muitos casos pela recuperação
da saúde física e mental do praticante.
- Circulação
de Energias:
Trata-se de controlar
conscientemente o fluxo e a direção das energias dentro de
você mesmo, da cabeça para os pés, passando pelo pescoço,
tórax, braços, mãos, abdômen, quadril, pernas,
pés e vice-versa. A velocidade,
duração e intensidade devem variar de acordo com a vontade do
praticante. Como benefícios, podemos citar a aquisição de uma autoconfiança
maior no uso de suas próprias energias conscienciais, aumentando
a sensibilidade do praticante, de forma que tenha meios
de identificar com maior precisão as energias externas que lhe forem
dirigidas. O ato de circular as energias depois de uma refeição
facilita também o processo digestivo, previne minidoenças,
pequenos distúrbios orgânicos e indisposições.
Deve ser praticada
da seguinte forma: primeiro, o praticante se coloca na posição
de pé, com os braços estendidos ao longo do corpo e os pés
ligeiramente separados um do outro. Utilizando tão somente a força
da vontade, dirija
o fluxo de energias da cabeça para os pés, procurando sentir
a energia passando pelo corpo e atingindo os membros, tanto superiores
quanto inferiores. Se na primeira vez a pessoa não sentir nada,
não deve se preocupar, pois, como foi dito acima, é a prática
que trará a sensibilidade energética. Depois, redirecione
o fluxo das energias no sentido inverso, dos pés para a cabeça.
Repita a manobra umas 20 vezes, depois
vá aos poucos aumentando a velocidade de circulação.
É bem possível que o praticante, durante um trabalho de circulação
de energias venha
a sentir bloqueio em determinados membros, impossibilitando o fluxo. Neste
caso, ele deve forçar a passagem das energias com vontade redobrada
até conseguir.
O bloqueio que
impossibilita a passagem em determinado membro ou até
mesmo a circulação por todo o corpo pode ser o prenúncio de algum tipo
de doença que já atingiu o corpo energético e que,
se não for eliminada através da circulação
de energias, em breve atingirá o corpo físico.
Daí se conclui que o processo de circulação de energias tem
finalidade também preventiva. O procedimento deve ser repetido várias
vezes por dia, nos mais diversos ambientes, sem qualquer tipo de problema,
uma vez que não envolve o uso de qualquer músculo do corpo humano,
mas apenas e tão somente a vontade.
- Circuito
Fechado de Energias:
É a circulação
de energias elevada a uma velocidade intensíssima, a tal ponto que
não mais se pode distinguir a direção do fluxo, tornando-se
tudo uma só e grande vibração energética que
forma um poderoso campo de energia. Isto esteriliza o ambiente, impede
a entrada e saída de energias internas e gera um profundo bem-estar. Para completar
o sistema de autodefesa, o praticante, ao mesmo tempo em que instala o
circuito fechado, produz uma bolha energética
ao seu redor,
que funcionará como escudo.
..
- Exteriorização
de Energias:
É através
da vontade que o praticante lança para fora de si as energias pessoais
temporariamente guardadas dentro dos seus veículos de manifestação
do ego, ou que estão transitando através dele. O procedimento
pode se dar tanto aqui na dimensão física, com o praticante
acordado e alerta, quanto na dimensão extrafísica, durante
uma experiência fora do corpo. Pode ser feita com finalidades assistenciais,
no caso de o praticante exteriorizar energias para um enfermo, visando
sua recuperação. Também é utilizada no caso de enfrentamentos
entre pessoas nesta dimensão, quando alguém exterioriza suas
energias, expelindo-as ao ponto de deixar as pessoas alvo em cheque ou
sem o controle da situação.
..
Agora, como técnica
de auto-higiene física-extrafísica, pode ser produzida a
qualquer momento e em qualquer circunstância necessária, embora
seja melhor praticar em um ambiente isolado, para alijar de si energias
consideradas nocivas e prejudiciais ao seu bem-estar. O processo também
pode se dar através das mãos (imposição de
mãos), nos casos de exteriorização em caráter
assistencial, e em outros requer a movimentação
dos braços para mover as energias estagnadas do ambiente. Podem
ocorrer sensações de formigamento, adormecimento e, entre outros,
pequenos choques elétricos.
Concluindo, a
falta de controle do processo energético pode causar bloqueios,
descompensações, distúrbios e doenças em qualquer
pessoa despreparada e vulnerável, inclusive eu mesmo e você
também. O circuito fechado
é o recurso defensivo primário, insubstituível que
dispomos para defesa energética. O domínio do processo energético
pode se dar, inclusive, de forma intuitiva. Existem pessoas que instalam
intuitivamente o circuito fechado de energias quando estão lidando com situações
críticas, antes e durante o recebimento de telefonemas importantes,
encontro com pessoas-chave, etc. Mas esse controle inconsciente não
se compara a aquisição de autoconsciência a nível
bioenergético, com o emprego correto, lúcido e dentro de
um padrão de moral e ética
universal das técnicas bioenergéticas.
Bruxos, feiticeiros,
magos, com certeza, todos os que se interessa por este tipo
de assunto e estão lendo este artigo agora já foram há
muitos séculos, em vidas anteriores. Agora, chegou a hora do emprego
consciente e ético destas técnicas por nós desenvolvidas anteriormente, em outras existências, com o objetivo precípuo
de despertar e refinar o parapsiquismo
existente em cada um de nós, de forma a mantermos nossa integridade
energética no desenrolar da caminhada evolutiva.
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