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Sincronicidade: Uma Coincidência
Significativa
Carl Gustav Jung,
psicanalista criador do termo sincronicidade, certamente queria dizer muito
mais do que simplesmente que ocorre ao mesmo tempo, concomitante,
contemporâneo, como nos explica o Dicionário da Língua
Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Levando em consideração
que devido ao seu prestígio pessoal pode vir a ser mais conhecido
em todo o mundo o oráculo chinês I Ching, que responde com
tal precisão as perguntas de seus consultantes, fica mais do que
esclarecido que esta energia de nome sincronicidade é possível
à todas as pessoas e a qualquer momento, desde que sejam seguidas
as normas prescritas para assim criar o campo possível para sua
manifestação.
Isto é
ciência. E quer dizer que é possível estudá-la,
conhecê-la, fazê-la
acontecer em nossas vidas. Nossas vidas são este campo onde é possível
sua compreensão. Somente nós podemos testemunhá-la, ter consciência
de sua existência. A sincronicidade acontece quando estamos
em um estado especial de consciência, quando há tranqüilidade
interior, um momento sem ansiedades ou desejos, sem julgamentos
ou emoções, um momento simples, silencioso, zen. Somente
assim ela ocorre!
Quando se fica
numa atitude receptiva, de aceitação, de humildade e resignação.
É desta maneira que se cria o campo propício para sua manifestação.
Portanto, para se poder criar condições para a realização
da sincronicidade, é necessário o autoconhecimento, o único
caminho possível para controlar os elementos em nós e dominar
os pensamentos, as emoções e as vontades. Para ser seu único
senhor, é
necessário conhecer a si próprio. Na Índia, a palavra swami quer dizer
isto: aquele que conhece a si.
A sincronicidade
está disponível para todos, mas quanto mais o indivíduo
conhece a si mesmo e equilibra suas emoções e pensamentos
mais passa a dispor desta energia divina, pois, quanto mais consciência,
mais Ela se manifesta. Desta forma, ela não
será usada erroneamente. Ainda segundo Jung, "em algumas coincidências,
a extrema improbabilidade do evento e o fantástico paralelo entre
estado interior e a ocorrência extrema será sua característica
mais nobre. Tais eventos sincronísticos geralmente provocam surpresa.
Em outros, no entanto, pode levar muito tempo até que o significado
do que aconteceu fique claro, ou pode-se perceber que
o significado de um evento pode desenrolar devagar".
"Em alguns casos,
o acontecimento externo ocorre primeiro e o significado subjetivo, interior,
vem em seguida. Em outros, a coincidência significativa é
entre uma imagem interior, como um sonho, e um acontecimento
externo, subseqüente". Em todos os vários eventos sincronísticos,
contudo, o princípio de ligação entre interior e exterior é
o significado do acontecimento para as pessoas envolvidas. "A idéia
de que um acontecimento pode ser sincronístico dá uma perspectiva
diferente do fato, aprofunda a compreensão do mesmo ou intriga o
suficiente para se olhar além do que aconteceu".
Para que se possa
saborear desta experiência incrível, os antigos rishis
da Índia Védica nos legaram um jogo/vivência de autoconhecimento
chamado Maha Lila, que nos faz provar da impressionante presença
da sincronicidade. Em certos momentos desta vivência lúdica,
toma-se tal consciência de si mesmo que a ficha cai, acontece a luz,
o insight, e aí manifesta-se infalivelmente a sincronicidade.
Tudo se encaixa com precisão, e o consultante encontra o que
procura de maneira incrivelmente sincronizada
e aprende a fazer assim no seu dia-a-dia.
O Maha Lila Insights
– que é a forma contemporânea para que possa ser compreendido
– é exatamente isto: um agradável aprendizado de autoconhecimento
que nos leva a realizar conscientemente a sincronicidade
em nossas vidas. E, assim, nesta jornada de descobertas
interiores, reconhecer o óbvio, uma lei natural da vida, que quem procura...
sempre encontra!
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