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Fitoterapia

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Propriedades Medicinais e  Cosméticas da Ginkgo Biloba

Surgida há mais de 200 mil anos, na Era Paleozóica, a Ginkgo biloba é remanescente das ginkgoáceas e sobrevivente de uma flora extinta. Várias espécies originadas desta planta acabaram não resistindo às sucessivas e terríveis transformações enfrentadas pelo planeta e desapareceram totalmente. Além de uma impressionante resistência a infestações por insetos, bactérias e por alguns tipos de vírus e fungos que normalmente infectam as plantas, a Ginkgo biloba possui elevada tolerância à poluição urbana e industrial e às ações mutagênicas das radiações. Não foi à toa que sobreviveu à explosão da bomba atômica em Hiroshima.

Os extratos de Ginkgo biloba foram introduzidos na medicina em 1965, através das pesquisas do médico-farmacêutico alemão Willmar Schwabe. Empregada na homeopatia em solução hidroalcóolica na potência D1, a Ginkgo biloba tem as seguintes indicações:

- Tratamento de enxaqueca e cefaléia supra-orbitária ou temporal esquerda, especialmente aquelas agravadas pelo frio;

- Circulação arterial geral, principalmente cerebral e capilar, por sua ação vasoreguladora;

- Fadiga mental (memória débil, dificuldade de concentração e perda de memória);

- Cansaço e intensa debilidade muscular;

- Nos casos de piora motivada por umidade e calor;

- Quando ocorre melhora por repouso e oxigenação;

- Tendência à lateralidade esquerda (cefaléias, amigdalites).

Entre as indicações clínicas fitoterápicas, estão:
- Tratamento e prevenção da degeneração e envelhecimento precoce da pele e do organismo;

- Insuficiências cérebro-vasculares, diminuição da memória, vertigens, acrocianoses, afecções neurosensoriais;

- Distúrbios vasoperiféricos, arteriopatias, deficiências vasomotoras e fragilidade capilar;

- Processos alérgicos em geral;

- Tratamento e prevenção do câncer e outras doenças degenerativas;

- Aumento de resistência às infeccões;

- Favorece a biossíntese do colágeno e elastina;

- Prevenção de rugas e flacidez, melhorando a elasticidade da pele;

- Inativação dos radicais livres;

- Evita a fadiga, depressão e os processos degenerativos em geral.

A posologia, no entanto, varia de acordo com o quadro clínico e a evolução do paciente, mas sempre de acordo com a indicação médica. É importante ressaltar que a associação da Ginkgo biloba com vitamina E (um dos mais potentes antioxidantes e protetores das membranas celulares), carotenóides naturais (fonte de vitamina A e antioxidantes naturais), acerola (fonte natural de vitamina C) e bioflavonóides antioxidantes permite reunir em um só produto importantes antioxidantes com ação preventiva e curativa para inúmeras patologias, tais como catarata, complicações do diabetes, câncer, envelhecimento, alergias respiratórias e alimentares, stress, fadiga física e mental, má circulação cerebral, perda de memória, distúrbios circulatórios e depressão.

Ação Cosmética

A Ginkgo biloba tem sido muito empregada em medicamentos de uso interno, mas, atualmente, seu potencial na área cosmética começa a ser explorado no combate ao envelhecimento cutâneo, em formulações de ação contra os radicais livres.

O potencial cosmético desta planta envolve a alteração da permeabilidade vascular com vistas a restauração da vascularização do bulbo capilar e diminuição da queda de cabelo; ação anticelulítica e antiadiposidade, por regularizar a circulação periférica; combate aos radicais livres do organismo por sua capacidade de atrair o radical hidroxila (OH) e o superóxido (O2), devido a porcentagem elevada de flavonóides em sua composição. Esta última característica da planta é explorada nas formulações cosméticas de combate ao envelhecimento cutâneo. O extrato de Ginkgo biloba (EGb 761), portanto, possui atividades significantes de combate aos radicais livres, levando à inativação do superóxido (O2).

O acúmulo de substâncias residuais nas células é um dos principais responsáveis pelo fenômeno do envelhecimento celular, o que mostra a incapacidade das enzimas - tais como superóxido desmutase (SOD), catalases e peroxidases - neutralizarem a produção de radicais livres, que desnaturam o DNA com severas conseqüências para a síntese de proteínas e podem igualmente ter ações mais diretas sobre as enzimas celulares, as microfibrilas colagênicas e o ácido hialurônico, conduzindo aos fenômenos de fibrose e esclerose. As membranas intra e pericelular também irão ser alvos privilegiados dos radicais livres, que irão degradar os fosfolipídeos a nível dos ácidos graxos insaturados.

Em virtude de sua atividade sobre os radicais livres, EGb é utilizado em produtos cosméticos. Por normalizarem a circulação e protegerem os vasos sangüíneos, o EGb também é recomendado em produtos para tratamento de varizes, úlcera varicosa e má circulação.

Devido ao seu alto conteúdo de flavonóides, o EGb ainda é indicado em cosmetologia para a regularização da secreção sebácea de peles secas e desidratadas. Cremes à base de Gingko biloba, vitamina E e caroteno são excelentes na prevenção do envelhecimento, assim como na manutenção da higidez cutânea e hidratação da pele. Por fim, são indicados para qualquer tipo de pele, pois apresentam função regeneradora e protetora das células, ação antiinflamatória , antioxidante e protetora contra radiações (UV e Gama), prevenindo e tratando o envelhecimento cutâneo.

Maria Lúcia Sauerbronn
Fonte: Jornal Madhava
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