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O cultivo
de transgênicos reforça a tendência à uniformidade
genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas
poucas variedades da mesma espécie. Estas variedades estão
sendo selecionadas apenas em função de umas poucas características,
como a resposta à adubação química no melhoramento
convencional e a resistência a uma ou outra praga ou doença,
ou ainda a herbicidas, no caso dos transgênicos, estreitando a variabilidade
genética destas plantas, tão vital para sua adaptação
e evolução no futuro. Isto torna estas culturas extremamente
suscetíveis ao ataque de pragas e doenças com grandes riscos
para a produção e levando a demandas cada vez maiores de
controles com agrotóxicos perigosos para o meio ambiente e a saúde.cultivadas
às mais distintas condições ambientais e sociais.
Registram-se milhares destas variedades tradicionais de milho, feijão,
arroz etc. Com o melhoramento genético científico iniciado
neste século começou a substituição destas
variedades e muitas se perderam, apesar de os cientistas procurarem guardá-las
congeladas em bancos de germoplasma. Inclusive, para criar os transgênicos,
os cientistas precisam desta ampla base genética que está
se perdendo. Os transgênicos vêm acelerar esta erosão
genética, estreitando as possibilidades de adaptação
futura das plantas cultivadas às variações climáticas
e à diversidade dos ecossistemas.
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