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Além
de afirmarem que os transgênicos são inócuos para a
saúde e para o meio ambiente, as multinacionais propalam que estes
produtos são a única saída para alimentar o mundo
no futuro. Esta afirmação é totalmente desprovida
de fundamento. Pesquisas realizadas por Centros Internacionais de Pesquisa
Agrícola, por universidades do Primeiro Mundo e por ONGs do Norte
como do Sul, reunidas em seminário na sede da Fundação
Rockfeller, na Itália em abril de 1999, constataram que um outro
padrão tecnológico de desenvolvimento agrícola, conhecido
como agroecologia, tem obtido resultados surpreendentes. Aumentos de produtividade
da ordem de 100 a 300% vêm sendo registrados em várias culturas,
com custos mais baixos do que os dos sistemas convencionais ou transgênicos
e sem o uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos ou sementes
híbridas ou transgênicas. No Brasil, pesquisas da Embrapa,
de empresas estaduais de pesquisa e de ONGs apontam para resultados promissores
nas condições adversas em que trabalham os agricultores familiares.
A agroecologia não só oferece produtos mais saudáveis
e nutritivos, mas também não polui o meio ambiente, preservando
os recursos naturais e sendo claramente mais sustentável do que
os sistemas convencionais ou transgênicos.
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