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Os estudos
de impactos potenciais realizados pelas empresas multinacionais nos ambientes
de seus países de origem estão sendo contestados por inúmeros
cientistas. A Associação Médica Britânica, por
exemplo, pediu uma moratória por tempo indeterminado do plantio
comercial de plantas alimentícias transgênicas, enquanto a
Comissão Européia anunciou a suspensão do licenciamento
de plantas geneticamente modificadas. No Brasil não existem sequer
critérios de avaliação nem procedimentos científicos
para testá-las em nossa realidade. Numa flagrante violação
da Constituição, o decreto que criou a Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio) prevê a dispensa da realização
do estudo prévio de impacto ambiental para a liberação
dos transgênicos. A CTNBio vem autorizando testes de campo aqui no
Brasil, com base nos estudos feitos pelas próprias empresas multinacionais
em seus países de origem.
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