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Astrologia:
Tempo sem Tempo
A palavra “sempre”
é tão difícil de compreender quanto a eternidade
e o infinito, quanto a imensidão do céu aberto, quanto ao nosso universo
espiritual. Essa palavra foge do tempo e pula do outro lado
da realidade, se perde de vista e aparece ao nosso lado a qualquer instante.
Se trata de algo mágico, por não se adaptar as calculadoras.
É incrível, porque não dá para acreditar em algo tão
longo. Complica as cabeças, quebra as máquinas e irrita qualquer
realista avançado.
“Sempre e agora”
são palavras inseparáveis e complementares, tanto quanto
a eternidade e a realidade, assim como o céu e a terra, como deus e o
homem. Um não existe sem o outro e são parte de uma coisa
só.
Como sempre tem
um passado, o que somos vem do que fomos, assim como a
fruta vem de uma árvore que nasceu de uma semente. Como sempre tem
um futuro, o que somos vem do que desejamos
ser e do merecimento originado a partir destes mesmos
desejos, assim como a fruta, a qual vem da experiência
vivenciada pela árvore, a qual vai formando a própria
fruta e suas sementes.
E assim o passado
e o futuro se misturam e
formam uma coisa só: o presente, sempre
presente, o mais real dos presentes que a vida nos oferece e
que muitas vezes jogamos fora, ou por achar que é algo
impossível de alcançar ou por pensar que estamos vivendo
o que vai vir ou o que já passou.
A palavra “agora”
é tão difícil de compreender quanto a realidade e o tempo juntos.
São coisas que não dá para aprisionar, nem com computadores.
E não se pode acreditar em algo tão infinitamente
curto. Dá para ficar nervoso só de pensar nisso.
E temos justamente
a astrologia que ajuda na compreensão de tudo isto.
Na medida em que a pessoa se abre para este universo
infinito e eterno e na medida em que aceita a sua existência
como apenas um momento de oportunidade
de estar aqui. Astrologia pode
e deve ser utilizada para localizar a pessoa dentro do todo
maior, dentro do grande projeto da vida, o qual não
tem início e nem fim.
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