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Não existe um novo signo
no zodíaco, são apenas doze
A mídia mundial está
divulgando uma notícia sobre uma descoberta astronômica, nos
Estados Unidos, de um 13° signo zodiacal. * E esta notícia está
espalhando-se pelo planeta com muito poder de mídia, e parece
como se fosse algo planejado e previsto, que milhões de pessoas,
não só vão ter acesso a ela como também vão encaminhar para seus
contatos e redes sociais. Acredito que seja um bom teste para
provar a velocidade e o poder da Internet.
Trata-se de um assunto
muito popular, e mesmo que muitas pessoas digam que não
acreditam em horóscopos de revistas, não deixam de ler. E de
repente chega alguém com uma notícia dessas, mais ainda sendo de
um astrônomo dos Estados Unidos, e é claro que ela vai ser
espalhada por todo o planeta rapidamente, criando a maior
confusão global sobre o assunto.
Esse astrônomo está
falando sobre o sistema das constelações nesta época. Está
confundindo constelações com signos, que para quem entende, são
duas coisas distintas. E não está explicando que o ciclo das
constelações dura 25.580 anos, se apegando apenas a um momento
desse ciclo. É como falar de um jogador de futebol e da sua
capacidade, mostrando apenas dois minutos da sua atuação em
determinado jogo. É claro que esses dois minutos não vão poder
explicar todo seu trabalho profissional. Por isso, vamos
explicar melhor agora:
Os signos zodiacais são
a visão do sistema solar visto a partir da terra, uma estrada
imaginária fina, com 360° graus de longitude, que tem como linha
central a eclíptica, o trajeto que o sol percorre durante um
ano, visto da Terra. Ou seja, o Chamado zodíaco nada mais é do
que o sol, a lua e os planetas, transitando pelo sistema solar,
e tudo baseado pura e exclusivamente no ponto de vista da Terra,
enquanto esta se translada ao redor do sol. Neste movimento
forma-se o sistema das estações dentro do ciclo de 365 dias. Em
outras palavras, os signos zodiacais são algo relacionado apenas
ao o sistema solar. Essa faixa de 360° graus é dividida em doze
partes iguais de 30° graus, e cada uma delas corresponde a cada
signo do zodíaco. Ou seja, um signo é uma área, um setor do céu,
por onde passam o sol, a lua e os planetas do sistema solar. E
este setor tem como pano de fundo o céu estrelado.
As constelações
zodiacais são estrelas no céu, vistas a partir da Terra. São o
pano de fundo formado pelo céu estrelado. Quando falamos de
constelações, na astrologia, nos referimos as eras astrológicas,
como a era de peixes e a era de aquário, por exemplo, que são
formadas justamente a partir do movimento do eixo inclinado da
Terra, movimento em forma de cone, conhecido como precessão dos
equinócios. Um ciclo que dura 25.580 anos. A cada 2.150 anos em
média, o sol, no dia 21 de março, vai ter como pano de fundo uma
nova constelação. Nesta época, encontramos o sol, nessa data, na
fronteira entre a constelação de peixes e a de aquário. Por este
fato astronômico, se diz que estamos entrando na era de
aquário.
Quando comparamos signos
e constelações devemos considerar que se trata de dois ciclos
diferentes e independentes. E a cada 25.580 anos, os signos e as
constelações se encaixam na mesma posição, signos e constelações
com o mesmo nome ficam alinhados. Em outras palavras, os signos
do zodíaco, no mapa astrológico, não são estrelas, não são
constelações, são planetas do sistema solar transitando por uma
faixa fina do céu, com 360° graus de longitude ao nosso redor,
chamada de zodíaco.
A maioria dos astrônomos
imaginam que a astrologia, que o mapa astrológico, se baseia nas
constelações, e que estas se chamam signos. Mas isso não
corresponde com a realidade, é uma informação distorcida. Digo
mais, até uma boa parte dos astrólogos, que não são
especializados em astronomia, também confundem signos com
constelações. Os signos do mapa astrológico tratam apenas do
sistema solar e não de estrelas, de constelações, que é outro
estudo: o estudo das eras astrológicas.
Esse astrônomo que
divulgou a notícia está afirmando que signos são constelações, e
que nesta época, aparece outra sequência com treze constelações,
e que por isso, as pessoas tem treze signos. Ora, primeiro que
signos não são constelações, e segundo que a sequência das doze
constelações zodiacais ficam alinhadas com a sequência dos doze
signos zodiacais com o mesmo nome somente a cada 25.580 anos,
por se tratar de dois ciclos independentes, cada um a sua
velocidade.
A roda do sistema solar
que forma os signos é um ciclo de um ano, baseado no movimento
da translação da Terra ao redor do sol, que forma as estações. E
a roda das constelações é um ciclo de 25.580 anos, que forma as
eras astrológicas, baseado no movimento do eixo inclinado da
Terra chamado de precessão dos equinócios.
Se calculamos e
desenhamos o mapa astrológico e astronômico da época de Jesus
Cristo, para o dia 21 de março de 0001, vamos encontrar o sol no
início do signo de Áries, e também com o pano de fundo do céu
estrelado, a sua posição no início da constelação de Áries. O
sol vai continuar sempre demorando um ano para passar pelos doze
signos, justamente por ser a Terra quem realmente se translada
ao redor do sol formando as estações.
Nesta época, no dia 21
de março, temos o sol também no início do signo de Áries. O
sistema dos signos não muda, assim como não mudam as estações. E
vamos encontrar o sol, com o pano de fundo do céu estrelado, com
sua posição no início da constelação de Peixes, quase entrando
na constelação de Aquário. Ou seja, o fundo de estrelas vai
mudando na velocidade média de uma constelação a cada 2.150
anos, e em sentido oposto ao sistema dos signos. As eras
astrológicas vão de peixes para aquário e os astros do sistema
solar transitam pelos signos de aquário para peixes.
Hoje vemos no céu a bela
constelação de Escorpião, e sabemos que nesse setor do céu
encontra-se a área referente ao signo de sagitário. Na época de
Jesus Cristo, nesse setor do céu podíamos encontrar a área
referente ao signo de Escorpião. E a partir do ano 4.000, vamos
encontrar nesse setor do céu a área referente ao signo de
Capricórnio. Somente no ano 25.580, vamos olhar para o céu, e
encontrar novamente, nesse setor do céu onde estará a
constelação de Escorpião, a área referente ao signo de Escorpião.
Ora, isso é a maior prova de que o astrônomo não enxerga pessoas,
não vê o ser humano no ponto de referência central, no centro do
mapa, e não entende que as pessoas identificam 100% de tudo o
que é dito numa boa leitura de mapa astrológico.
É claro que o Escorpiano
da época de Jesus Cristo era tão apaixonado como o Escorpiano
desta época. Ele não vai deixar de ser como é mesmo que passem
2.000 ou 4.000 anos. A astrologia coloca no centro do mapa
astrológico o ser humano, a pessoa do mapa. E a astronomia, pelo
que se percebe a partir dessa notícia, está querendo dizer, nas
entrelinhas, que esse estudo não tem como funcionar assim. Não
conheço esse astrônomo, mas, diria que ele precisa ter a
experiência de fazer um estudo do seu mapa astrológico com um
bom astrólogo. Garanto que sua vida vai mudar radicalmente, e
que nunca mais vai pensar em difundir algo tão confuso.
E para quem não sabe, o
ascendente é baseado em outro ciclo, de 24 horas, e relativo ao
movimento de rotação da Terra. Astrologia trabalha com três
movimentos da Terra simultaneamente: precessão dos equinócios,
translação, e rotação. São três rodas, cada uma a sua velocidade.
Uma dentro da outra. E todas independentes, funcionando e
rodando simultaneamente. O sistema das eras, dos signos e das
casas, sendo o ascendente o ponto inicial da primeira casa do
mapa astrológico, o ponto leste do local de referência.
Sobre as duas rodas, a
menor, composta de signos, roda dentro da maior, composta de
constelações. A menor é o sistema solar e a maior são as
estrelas no céu. A menor da uma volta em um ano, e a maior da
uma volta em 25.580 anos. A menor é vista da Terra como as
estações, por ser baseada na translação da Terra ao redor do
sol, e a maior é vista da Terra como as eras astrológicas, por
ser baseada no movimento do eixo inclinado da Terra, a precessão
dos equinócios. Estas duas rodas, a dos signos zodiacais e a das
constelações zodiacais, rodam simultaneamente, cada uma na sua
velocidade, e uma vez a cada 25.580 anos, signos e constelações
com o mesmo nome se encaixam, como aconteceu na época de Jesus
Cristo.
O que o astrônomo diz
tem fundamento em parte, porém, está mal explicado, incompleto,
deturpado ou distorcido. Ele congela uma única informação,
descarta todo o conjunto de informações, e acaba passando para
as pessoas algo confuso que não reflete a realidade. E tudo o
que ele fala é baseado, basicamente, no fato de que não estamos
na época de Jesus Cristo, onde signos e constelações estavam
alinhados e encaixados com o mesmo nome. Seria pouco inteligente
pensar, que um estudo tão sério, amplo e profundo como a
astrologia, não leva em consideração todos os movimentos da
Terra e do sistema solar, tendo como pano de fundo o céu
estrelado com as constelações. Seria inteligente pensar em
difundir uma notícia desse tipo pesquisando o assunto com um
especialista na matéria de astrologia.
Espero ter esclarecido
este complexo assunto. Caso desejem mais informações, podem
entrar em contato.
Mario Gabriel Guarino
Especialista em
Astrologia voltada para o autoconhecimento
Pesquisador de
Astrologia e Astronomia desde 1983
Contatos:
Site: www.syntonia.com
E-mail: syntonia.com@gmail.com
MSN: syntonia@msn.com
Tel: Brasil (21)
9165-0101
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* Matéria divulgada por
centenas de sites:
Astrônomos do Planetário
de Minnesota, nos EUA, afirmam que, por causa da atração
gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, o alinhamento das
estrelas foi empurrado por cerca de um mês.
A questão opõe
astrólogos, que se baseiam na posição dos astros para fazer o
horóscopo, e os astrônomos, preocupados com a posição atual de
estrelas e planetas.
“Quando [os astrólogos]
dizem que o sol está em Peixes, não está realmente em Peixes”,
disse Parke Kunkle, um dos integrantes do Minnesota Planetarium
Society à revista "Time". O signo astrológico é determinado pela
posição do sol no dia em que a pessoa nasceu, o que significa
que, de acordo com os astrônomos, tudo o que se sabia sobre
horóscopo está errado.
Ainda de acordo com os o
grupo de astrônomos, um 13º signo deveria fazer parte da
astrologia, que teria imprecisões desde o seu início. A
explicação é que, na Antiga Babilônia, apenas 12 das 13
constelações foram levadas em conta, ignorando Serpentário, que
tem como símbolo a cobra.
De acordo com os
astrônomos de Minnesota, esta é o período correto que
identificaria cada signo:
Capricórnio: de 20 de
janeiro a 16 de fevereiro
Aquário: de 16 de
fevereiro a 11 de março
Peixes: de 11 de março a
18 de abril
Áries: de 18 de abril a
13 de maio
Touro: de 13 de maio a
21 de junho
Gêmeos: de 21 de junho a
20 de julho
Câncer: de 20 de julho a
10 de agosto
Leão: de 10 de agosto a
16 de setembro
Virgem: de 16 de
setembro a 30 de outubro
Libra: de 30 de outubro
a 23 de novembro
Escorpião: de 23 a 29 de
novembro
Serpentário: de 29 de
novembro a 17 de dezembro
Sagitário: de 17 de
dezembro a 20 de janeiro |