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Ecologia

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Textículos Sobre Ecologia

A Ecologia, divisão da Biologia que trata das relações recíprocas entre os organismos e seus ambientes, é um dos principais temas deste século.

No passado, as desorganizações ecológicas provocadas pelo homem aconteciam em função do desconhecimento, da ignorância do mundo natural e sua dinâmica: atitudes predatórias desenfreadas nas áreas florestais do velho continente, por exemplo a transportação de animais entre as várias colônias e a Europa, gerando desaparecimento de espécies animais, como é o caso do gato na Austrália, que foi introduzido pelos navios colonizadores ingleses, como não era originário de lá, não tinha o predador natural, encontrou abundância de alimento entre pássaros (que faziam ninhos no chão e não nas árvores) e pequenos marsupiais resultando numa superpopulação de gatos que ocupa todo o território australiano, gerando sérios problemas ecológicos, várias espécies nativas já se extinguiram pela ação predatória dos gatos, exímios caçadores.

Situações semelhantes aconteceram em várias regiões da Terra, envolvendo espécies as mais variadas. Hoje, apesar de todo o conhecimento do mundo natural, gerado pela Geologia, Zoologia, Botânica, enfim, a História Natural e todos os seus ramos, o homem continua sendo o maior agente de desequilíbrios ecológicos a cada dia mais sérios e ameaçadores, envolvendo não só o planeta que habitamos, mas também a atmosfera.

Os estudos ecológicos se baseiam na noção de "nichos ecológicos", que são um conjunto de condições mínimas, fornecidas pelo meio físico e biológico, necessários à existência e sobrevivência de uma dada espécie animal.

Brasil
As zonas abertas do território brasileiro constituem habitat por excelência para os rebanhos de mamíferos de grande porte.

Desde que no Plistoceno os eqüídeos, proboscídeos e seus predadores desapareceram (só os cervídeos e os carnívoros sobreviveram), ficaram vagos vários "nichos ecológicos". Os bovídeos só vieram para a América do Sul depois do Descobrimento.

Dentre os primatas brasileiros, nenhum grupo ocupou o nicho que na África é preenchido pelos babuínos, mandris, dris e hamadrias. Sem a competição de formas especializadas, vamos encontrar nos cerrados brasileiros, em pequenos capões de mato e morrotes de calcário, os guaribas, com especializações muito particulares que lhes permitiram adaptar-se à vida arborícola - abrangem diferentes áreas geológicas: as semi-áridas, do Nordeste, e o Pantanal Mato-Grossense, entre outras.

Uma de nossas maiores reservas naturais de fauna, o Pantanal Mato-Grossense abriga grandes concentrações animais, principalmente de aves e mamíferos: lobo-guará, raposa-do-campo, cachorro-do-mato-vinagre, que tem uma organização social complexa e caça em bandos; o tatu-bola, cervo-do-pantanal, veado-campeiro etc.

Na região costeira, entre os Estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro principalmente, os habitats naturais vêm sofrendo alterações profundas. São regiões densamente povoadas, as encostas desnudas são carreadas pelas águas e desfiguradas pela erosão, inúmeras espécies estão em vias de extinção devido à inconseqüência das modificações ecológicas desencadeadas pelo homem.

Até o início do século XX, antas, capivaras, onças, cachorros-do-mato, iraras, monos micos-leões, guaribas e guigós eram encontrados até no sertão carioca.

Na Amazônia Legal, queimadas naturais ou geradas pelo homem, exploração irracional dos recursos naturais como madeira, borracha etc, desmatamentos mal-planejados pelas autoridades governamentais (como a estrada Trans-amazônica) são alguns dos exemplos de ações que alteram drasticamente a organização ecológica desta região.

Amanda Carvalho
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