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O
Tabagismo e o Meio Ambiente
Nos recintos
onde se fuma, o ar se polui com substâncias tóxicas
do tabaco, notadamente nicotina e elementos lesivos para
o aparelho respiratório e sistema cardiocirculatório.
De todas as poluições ambientais a mais freqüente é
a tabágica, que comumente atinge a 80% do total dos agentes poluidores.
O grau de poluição
tabágica ambiental varia de acordo com a dimensão e disposição
arquitetônica dos recintos, com a aeração, com o número
de fumantes e quantidade de cigarros consumidos.
O padrão de ar é de 9 partes por milhão
(ppm). Em restaurantes,
no final do dia, chega a haver 1.000 partes por milhão
e em recintos com fumantes,
como boates, já se tem detectado vários milhares de partes
por milhão de monóxido
de carbono.
Os poluentes do
tabaco dispersam-se homogeneamente na atmosfera ambiente, de tal forma
que os não fumantes posicionados próximos ou distantes dos
tabagistas acabam inalando
as mesmas quantidades desses poluentes. Esses e outros
dados revelam que todas as tentativas de limpar a atmosfera
da poluição tabágica nos prédios onde se fuma são infrutíferas,
como a renovação mecânica da ventilação,
processos químicos e de filtração, sendo que a única
saída
para conseguir-se um ambiente isento dos poluentes do
fumo, é mantê-lo no nível zero, isto é,
abolir completamente o consumo de tabaco.
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